Thoughts of the one who can not think

Tu encontraras significado no ceu, ou no mar

sábado, novembro 29

 
Não ouso olhar para o lado. Podes estar a ver-me. Quero-te tocar, quero saber que me olhas mas não tenho coragem de te olhar. Será que estás ali ou sou eu somente a sonhar. Será que estou assim tão perto de ti. Será. Será que pelo menos conheces alguem que ao longe se senta e que te vai falar de mim. O gajo de branco que esteve no Sabia, pediu um café e começou a escrever desenfriadamente. Vou-te encontrar, vou-te falar um dia, vou conhecer o teu olhar, o teu sorriso, o teu choro no meu ombro, o teu toque nas minhas mãos. Agora sei que preciso te conhecer, que preciso de enfrentar-te, que preciso de dar este passo em direcção a ti. Fugirás eu sei, mas um dia vais encontrar uma parede que não conseguirás ultrapassar e ai sentirei finalmente o teu toque de raiva, o teu odio, a tua calorosa explosão de magia. Nesse dia vais-me dizer tudo aquilo que não sentes, tudo aquilo de instintivo que não consegues controlar. Nesse dia ouvirei a tua voz, a tua doce voz nem que seja para gritar MONSTRO. Nem que seja para gritar amo-te. Quero-te e não sei onde estás mas procurar-te-ei. Procurarei o teu abraço, o teu doce beijo na chuva molhada que não para de cair. Procurarei o teu beijo no meu rosto até o encontrar. Não, não perecerei. E com a coragem que a tua falta me dá, uma coragem que não para de crescer, darei passo cada vez maiores, cada vez mais ousados.
Será o proximo passo a tocar-te, o proximo passo a alcançar-te? Será que vou chegar até ti. Até ao teu doce esvoaçar de cabelo. As tuas ondas onde quero nadar e afogar os meus dedos até dormires. Quero estar lá e dar-te o meu colo para viajares no mundo dos sonhos. Quero ver a tua cara adormecida em paz sabendo que nada te tocará a não ser eu. E que estás segura nestes braços. E que estás feliz nestes braços. E enquanto dormes, as minhas maos continuarao a suave viajem pelo teu mar, pelo teu oceano de sentimentos. Esses sentimentos que encaracolam e caiem em cachos sobre as minhas pernas. Que repousam em mim finalmente. Quero estar lá nesse dia. Nesse dia onde a tempestade cessará e tu sorriras livre finalmente, por mim, comigo e para o futuro.
A vala que nos separa é tão grande, tão grande e tu cada vez a cavas mais funda. Por muito que avance, por muito que te tente alcançar, tu foges e cavas mais fundo, mais longe, mais inatingivel. Mas não conseguirás fugir para sempre, nem sequer por muito tempo. Vai chegar o dia, eu sei, eu quero.
Oiço vozes que não conheço e sonho que uma delas é a tua. A tua voz que da qual tanto sonhei, da qual tanto pensei ouvir falar-me, cantar-me, adormeçer-me. Será? Será? Será??? O meu pescoço ainda não vira. A minha cabeça não meche. Não saio desta posição frenetica de escrita em que te conto tudo o que te queria falar. Sorrio levemento pensando que me vês pois as vozes que antes ouvia já se calaram, já não fazem o mesmo barulho que faziam.
OiÃço francês! Será a tua amiga Charlotte. Estará contigo ou com a tua irmã. Como hei-de saber. Como hei-de sentir. A mão já me cansa e o pescoço também. Não quero sair daqui sem que tu passes por mim. Será que estás cá dentro. Sei que te escondes ao longe, num canto deste café. Sinto-te. Sei que estás perto. Estarás aqui ou na escola por trás de mim? Onde estás? Onde Estás?

posted by misha  # 00:34 0 comments

sexta-feira, novembro 28

 
Estou numa aula e o sol nasce nas minhas costas. Paro de estar atento à aula e viro-me para trás para o testemunhar. Enquanto o seu calor e invade os corpos adormecidos dos estudantes, recordo-te e sorrio pensando naqueles nasceres do sol que juntos iremos ver. Sorrio e penso em ti.
O sol já galgou o monte e mostra-se agora a toda a cidade. Sei que te tenta tocar também. Sei que estende o meu sorriso até aos teus braços, o meu beijo até aos teus labios.

posted by misha  # 23:56 0 comments
 
Procuro em cada olhar a tua alma. Em cada sorriso os teus labios. Em cada esvoaçar de cabelos um cheiro perdido da tua fragancia. Tento encontrar o teu riso no caos do silêncio gerado pelas vozes que não me interessam. Procuro-te mas não te encontro.

posted by misha  # 23:52 0 comments

sábado, novembro 8

 
An heart slowly bleeds down my chest. Is it mine? Is it yours? Is it the heart that we both conquer? I don't know, yet it bleeds. I feel every drop of this cold blood. It enters and invades my weak body. This body that's missing your invisible touch your invisible smile, your invisible self. It cries as i cry. It drops sweet tears as i do. It calls your unsaid name and meets madness. The strains around my arms restrain me, binds me, inprisions me, keeping me from you. The blinds on my eyes makes only more beautyfull the light of your soul. A lost soul i've found, a lost soul who escapes me. I want to move. I want to fly to you, and lie helpless in your arms.


posted by misha  # 01:28

Archives

outubro 2003   novembro 2003   dezembro 2003   janeiro 2004   março 2004   abril 2004   maio 2004   junho 2004   novembro 2004   janeiro 2005   março 2005   abril 2005   junho 2005   dezembro 2005   setembro 2008   dezembro 2008  

This page is powered by Blogger. Isn't yours?