Thoughts of the one who can not think

Tu encontraras significado no ceu, ou no mar

quinta-feira, maio 20

 
Falaste hoje de novo. 16. Bonita idade mas já não me lembro. A cada passo que dou sinto cada vida que me passou ao lado e foi aos 16 que essa mudança se deu maior. Era a escolha necessaria, era o caminho a seguir no entanto o amargo de nao ter provado outros ares azeda-me a boca e corta-me o sorriso que não é já completo. Ninguem, talvez so tu, quiz alguma vez viajar mais fundo em mim mas mesmo tu te assustaste com algo. Eu sei o que se passou. Outra escolha, outro caminho escolhido, outra encruzilhada mal decidida. Aquela noite, aquele tempo onde falharam duas estrelas e fiquei entao cego na noite. Sem rumo, sem sentido pude então caminhar livre e tropeçar numa estrela mais brilhante mas de brilho escondido. Já vira por vezes rasgos do seu fogo que por segundos me privaram da visão mas nao fazia ideia da dimensão do seu calor. Por breves dias foi candeia mas também queimadura numa pele suave e poucas vezes perturbada. Um misto de atração com receio do toque, receio da dor, receio do vazio. Mas rapidamente essa estrela esmoreceu para um por-do-sol confortavel, não tão acolhedor como o seu nascer, mas repousante e saudoso. Penso ainda na tarde de verão, agarrado agora a uma camisola para espantar o frio dum fim de tarde eterno. Não reparo ainda na sua beleza mas sei que ela está lá. Sei que abrirei os olhos em breve e conseguirei então admira-la e adormecer.
A noite traz sem duvida a visão doutras estrelas, mais pekenas e longinquas. Não são minhas. Uma noite cintilam para mim mas rapido voltam ao manto da noite.

posted by misha  # 19:42 0 comments

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